Metotrexato: medicamento potencialmente perigoso

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                                                                                             Por Weverton Teixeira

O metotrexato foi introduzido no mercado farmacêutico na década de 1950 para o tratamento da psoríase. Hoje, por possuir propriedades antimetabólicas, também é utilizado como quimioterápico em tratamentos de cânceres. O medicamento pode ser administrado por via oral ou intramuscular. A solução injetável é de uso exclusivamente hospitalar e deve ser manipulada por profissionais treinados. Quando administrado pela via oral é classificado como um medicamento potencialmente perigoso (MPP) e deve ser prescrito por profissionais experientes, pois se utilizado de forma inadequada pode trazer danos significativos aos pacientes ou ser fatal1,2.

O tratamento por via oral com metotrexato é seguro se prescrito e administrado de forma correta. Caso contrário, o uso inadequado pode causar intoxicações graves aos pacientes, podendo levar a insuficiência renal e respiratória, pancitopenia e estomatite grave. Agências reguladoras de medicamentos como o Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, e a National Patient Safety Agency (NPSA), do Reino Unido, têm registrado notificações de casos de efeitos adversos ou mortes relacionados ao uso do metotrexato por via oral2. Há riscos do uso do fármaco por gestante ou associado com álcool1.

Um encarte divulgado pelo Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP) traz recomendações importantes sobre o uso de metotrexato. Entre as ações para evitar acidentes estão: a divulgação do que se trata um MPP; desenvolvimento de protocolo de uso seguro dos medicamentos; treinamento de profissionais de saúde sobre prescrição, dispensação e administração do metotrexato. Erros de interpretação, prescrições ilegíveis e falta de orientação profissional médica e farmacêutica colaboram para aumentar os riscos de erros na administração do metotrexato2.

Por ser um medicamento potencialmente perigoso, o metotrexato deve ser dispensado com cautela e sempre supervisionado por um profissional de saúde. Além disso, é essencial que os pacientes em tratamento com esse fármaco recebam orientações sobre o uso adequado e os riscos potenciais da sobredosagem.

Referências

1 –  Martins GA, Arruda L. Tratamento sistêmico da psoríase – Parte I: metotrexato e acitretina. Educação médica continuada. Maio/ Junho 2004. 263-278.

2 – ISMP .Metotrexato de uso oral. Boletim ISMP. Novembro de 2012. Volume 1. Numero 4.

Disponível em: http://www.boletimismpbrasil.org/boletins/pdfs/boletim_ISMP_11.pdf

(Texto extraído do V.9 nº4 do “Boletim Atrás da Estante”)

 

Curso de Farmacovigilância no Canal Minas Saúde, assista a última aula

Por Raissa Carolina Fonseca Cândido

Fonte: Canal Minas Saúde

Fonte: Canal Minas Saúde

Conforme noticiado aqui no Blog do Cemed, o Canal Minas Saúde ofertou no mês de Novembro um curso online sobre Farmacovigilância visando oferecer a profissionais da área de saúde conhecimentos sobre o assunto.

O curso, composto por três vídeo-aulas, contou com a participação de diversos profissionais que atuam na área direta ou indiretamente. Nesta unidade, a última do curso, a aula abordou o programa de farmacovigilância brasileiro e contou com a participação do Prof. Dr. Edson Perini, coordenador do Centro de Estudos do Medicamento da UFMG (CEMED).

Unidade 4 – Programa brasileiro de Farmacovigilância  

Nesta última aula, disponível no link abaixo, são abordadas informações sobre a farmacovigilância no Brasil:

http://www.canalminassaude.com.br/video/unidade-4—programa-brasileiro-de-fvg/2d96db299283320abd4bfc6b1a6b71f8/

Não assistiu as aulas anteriores?

Elas podem ser acessadas através do nosso blog:

https://cemedmg.wordpress.com/2012/12/28/farmacovigilancia-e-tema-de-curso-do-canal-minas-saude/

https://cemedmg.wordpress.com/2013/01/11/curso-de-farmacovigilancia-no-canal-minas-saude-assista-a-segunda-aula/