Síndrome de abstinência neonatal: um alerta para as gestantes

Por Weverton S Teixeira

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Fonte: Google imagens

A síndrome de abstinência neonatal ocorre, principalmente, em crianças expostas a analgésicos opioides (morfina e metadona, por exemplo) durante a gestação1,2. É caracterizada pela irritabilidade do sistema nervoso central, causando tremores, aumento do tônus muscular e convulsões; disfunção do trato gastrointestinal, dificultando a alimentação; e hiperatividade autonômica, tendo como sintomas taquicardia, respiração intensa, falta de ar, sudorese, entre outros1,2.

Pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) analisaram quase 30 milhões de partos hospitalares entre 1999 e 2013 e constataram aumento significativo da síndrome de abstinência neonatal. Em 1999 aconteceram, aproximadamente, 1,6 milhão de partos com registro de mais de 2.400 casos de síndrome de abstinência neonatal (1,5 a cada 1000 nascimentos). No ano de 2013, em 1,4 milhão de partos o número de casos da síndrome aumentou para mais de 8.200 (6 a cada 1.000 nascimentos)1.

Na publicação ‘’Medicamentos na gravidez: cautela é o melhor remédio’’ o Blog do Cemed alerta sobre os problemas causados pelo uso de analgésicos opioides durante a gestação. O uso de oxicodona (Oxycontin®), hidrocodona (Vicodin®) e codeína (Tylex®*) podem estar associados a malformações congênitas. A orientação geral é não começar o tratamento da dor com opioides para minimizar riscos. Se necessário, usar sempre com supervisão médica e com orientações de farmacêuticos. Evite automedicação, principalmente durante a gravidez.

Para saber sobre o uso seguro de opioides, acesse – Dor e opioides: riscos do uso e metas para minimizar danos

* Tylex® é associação de codeína com paracetamol

Referências:

1 Ko JY, Patrick SW, et al. Incidence of Neonatal Abstinence Syndrome — 28 States, 1999–2013. CDC. 2016 Aug [acesso em 2016 out 17]; 65(31):799–802. Disponível em: http://www.cdc.gov/mmwr/volumes/65/wr/mm6531a2.htm
2 Patrick  SW, Schumacher  RE, et al. Neonatal abstinence syndrome and associated health care expenditures: United States, 2000-2009. JAMA. 2012 abr; 307(18):1934-1940.

 

 

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