Medicamentos Potencialmente Inapropriados para idosos


O aumento da expectativa de vida e o crescimento da proporção de idosos na população é uma perspectiva epidemiológica mundial. No Brasil, o número de idosos passou de 3 para 20,5 milhões entre os anos de 1960 e 2010.
 
Os idosos tendem a utilizar maior número de medicamentos devido a maior prevalência de doenças crônicas nessa fase da vida. No entanto, o envelhecimento ocasiona alterações no corpo humano que modificam os efeitos dos fármacos, por isso, o uso de determinados medicamentos pode trazer mais riscos do que benefícios. Esses são chamados Medicamentos Potencialmente Inadequados (MPI) para idosos. 
 
Um estudo inovador realizado no Centro de Pesquisas René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz, com mais de 1.300 idosos brasileiros acompanhados por 14 anos, mostrou que há alta prevalência (56%) de uso de MPI do critério de Beers (2012)e que esta prática é um preditor para mortalidade nessa faixa etária. O risco de morte foi 44% maior para idosos que utilizavam pelo menos um MPI em comparação com aqueles que não utilizavam nenhum.
Dentre os grupos de medicamentos mais utilizados e associados à mortalidade neste estudo, destacaram-se os benzodiazepínicos (exemplos: clonazepam, diazepam, alprazolam) e antipsicóticos (exemplos: haloperidol, risperidona). Para saber mais informações acesse o estudo completo.

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