O que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte

Por Weverton S Texeira

Infográfico_Pílula do Dia Seguinte

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Pílula do dia seguinte ou pílula de emergência é um método para evitar gravidez indesejada que pode ser usado pelas mulheres até 5 dias (120 horas) após a relação sexual1,2. Ela é indicada quando há falha do método contraceptivo de barreira, como deslocamento do diafragma ou rompimento do preservativo, ou quando há esquecimento do uso do anticoncepcional oral ou injetável. É indicada também quando ocorre violência sexual. Recomenda-se toma-la o mais rápido possível após a relação sexual desprotegida, pois sua efetividade contraceptiva diminui com o passar do tempo3. Como não previne doenças sexualmente transmissíveis (aids, sífilis, hepatite B, HPV, gonorreia, entre outras), ela não deve substituir a camisinha1,2.

O medicamento é composto pelo hormônio levonorgestrel e deve ser administrado por via oral. Encontra-se disponível em duas apresentações: cartela com um comprimidos de 1,5 mg, tomado em dose única, e cartela com dois comprimidos de 0,75 mg, que devem ser tomados com intervalo de 12 horas entre eles (o segundo comprimido deve ser tomado 12 horas após o primeiro). As duas apresentações evitam a gravidez com eficácia semelhante, por isso, a mulher pode escolher a apresentação de melhor comodidade3.

A pílula do dia seguinte pode ser adquirida sem a necessidade de receita médica em farmácias e drogarias ou gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde (Postos de Saúde) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA).  Apesar de ser adquirida sem receita, é importante se informar antes de utiliza-la: tire suas dúvidas com profissionais de saúde sobre o uso desse medicamento e sobre a cautela necessária se houver alguma disfunção como insuficiência hepática e diabetes4. A pílula do dia seguinte é contraindicada para gestantes e lactantes, mulheres com hipersensibilidade a qualquer componente do medicamento, sangramento genital por causa desconhecida, porfiria (deficiência enzimática na produção do grupo heme da hemoglobina), doença arterial grave e distúrbios tromboembólicos4.

As principais reações adversas relacionadas ao uso da pílula do dia seguinte são: sangramento vaginal, náusea, dor abdominal, fadiga, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade mamária, desregulação menstrual (adiantar ou atrasar) e diarreia3,4.  Caso ocorra vômito em até 2 horas após a ingestão do comprimido, deve-se repetir a dose2,4.

O Ministério da Saúde destaca: ‘’O acesso à contracepção de emergência é um direito das mulheres adultas, jovens e adolescentes e deve ser amplo e livre de preconceitos e julgamentos.’’

 

Referências:
1 Brasil. Ministério da Saúde Anticoncepção de Emergência: perguntas e respostas para profissionais de saúde. Brasília; 2011.
2 Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo para utilização do levonorgestrel. Brasília; 2012.
3 U.S. Food and Drug Administration. Plan B One-Step (levonorgestrel 1.5 mg tablet). Disponível em: http://www.fda.gov/downloads/drugs/developmentapprovalprocess/developmentresources/ucm262258.pdf.
4 Brasil. Ministério da Saúde. Formulário Terapêutico Nacional (Rename). Brasília; 2010.

Pílula de emergência gratuita e sem receita

 por Patrícia Vieira do Amaral

A pílula anticoncepcional de emergência, também conhecida como pílula do dia seguinte, é um recurso importante para evitar gravidez indesejada contribuindo também para a redução da morbimortalidade materna, uma vez que diminui o número de futuros abortamentos inseguros em clínicas clandestinas. Pode ser empregada após relação sexual em que houve falha do método contraceptivo utilizado (rompimento do preservativo, esquecimento de tomar pílulas ou de se aplicar injetáveis, deslocamento do diafragma ou do DIU, cálculo incorreto do período fértil), violência sexual ou devido a não utilização de método contraceptivo. No intuito de garantir o direito das mulheres ao planejamento reprodutivo, o Ministério da Saúde, por meio de um protocolo lançado em 2012, pretende facilitar o acesso a esse medicamento.

O protocolo define as apresentações disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), as indicações e contraindicações, além de aconselhamentos para a usuária, entre os quais se destacam: como proceder em casos de vômitos; esclarecimento de que o método não protege das doenças sexualmente transmissíveis (DST’s); assim como não se deve utilizá-lo de forma programada, substituindo o contraceptivo de rotina. A novidade é que agora os comprimidos podem ser disponibilizados por equipe multiprofissional sem exigência de receita médica, acompanhado de orientações imediatas e agendamento para ações de planejamento familiar.

O comprimido, composto de levonorgestrel, deve ser administrado imediatamente ou até cinco dias após a relação sexual, com eficácia maior quanto mais precoce for o uso.

Para ler o protocolo na íntegra: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_para_utilizacao_levonorgestrel.pdf

Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Anticoncepção de emergência: perguntas e respostas para profissionais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.