Campanha de vacinação contra a influenza 2018

por Claudyane Pinheiro Marinho

A influenza (gripe) é uma doença respiratória causada pelo vírus de mesmo nome. Os sintomas comuns, conhecidos como “síndrome gripal”, são febre, dor muscular, dor de garganta, cefaleia e tosse. Geralmente, há melhora espontânea dos sintomas em até quatro dias, mas em alguns casos, eles podem se agravar e até mesmo evoluir para óbito. O vírus é facilmente transmitido e pessoas com o sistema imunológico fragilizado, como idosos, crianças, gestantes e portadores de doenças crônicas são mais susceptíveis a complicações1,2,3.

A vacinação é uma das melhores estratégias para prevenção da influenza. Implantada no ano de 1999, tem se mostrado efetiva na diminuição de internações devidas ao agravamento da doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece imunização aos grupos com maior risco de contrair a doença e apresentar complicações. Em 2018, a Campanha de Vacinação contra a Influenza começou no dia 23 de abril e ocorrerá até 1° de junho1,2,3 .

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Fonte: Google Imagens.

Os vírus influenza se subdividem em 3 tipos: A, B, C. Dentre os três, o C não é motivo de grande preocupação, pois causa infecções brandas. Já o tipo A, com os subtipos A/H1N1pdm09 e A/H3N2, e o tipo B, são grandes problemas de saúde pública. O vírus do tipo A apresenta maior taxa de variabilidade e o H1N1, uma de suas linhagens, se tornou popular após 2009, quando se espalhou pelo país e ficou conhecido como “gripe suína”. A nomenclatura dessas linhagens surge a partir das proteínas presentes na superfície viral, denominadas hemaglutinina (H) e neuraminidase (N). Ao todo, são 15 grupos H e 9 grupos N existentes3.

A vacina oferecida pelo Programa Nacional de Imunização é trivalente: atua contra os dois subtipos de A e o tipo B. A Organização Mundial da Saúde é quem determina a composição da vacina a partir de dados epidemiológicos sobre os subtipos de vírus que circularam no hemisfério sul4.

É importante ressaltar que a vacinação não causa gripe ao paciente. O que pode ocorrer é o paciente contrair gripe enquanto o corpo produz anticorpos pelo estímulo da vacina contra o vírus. Esse processo pode levar até três semanas após a vacinação1,2,3.

A vacinação é uma medida preventiva e, concomitantes a ela, alguns cuidados básicos são importantes para que o vírus não se dissemine pela população. Pessoas infectadas ou com suspeita de gripe devem evitar locais fechados e com aglomerações durante o principal período de transmissão da doença (7 dias após o início dos sintomas). Lavar as mãos, ter preferência por lugares ventilados e se proteger ao tossir e espirrar também são medidas importantes de prevenção1,2.

Para se vacinar, o usuário deve comparecer ao posto de saúde com cartão de vacinação e documento em mãos. Os grupos que podem receber a vacina gratuitamente nas unidades básicas de saúde são:

  • Crianças (menores de 5 anos e maiores de 6 meses);
  • Gestantes e puérperas (até 45 dias pós-parto);
  • Profissionais de saúde;
  • Indígenas;
  • Idosos (a partir de 60 anos);
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional;
  • Professores (rede pública e privada);
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (ex: diabetes, imunossupressão, obesidade, pacientes transplantados ou portadores de trissomias).

Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou portadoras de condições clínicas especiais devem apresentar receita médica com o motivo da indicação da vacina1,2.

Em caso de dúvidas quanto à vacinação, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou se informe com um profissional de saúde.

Referências

  1. Brasil, Ministério da Saúde. Saúde de A a Z. Influenza. [acesso em 11 de maio de 2018]. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/influenza.
  2. Brasil, Divisão de Imunização/ Centro de Vigilância Epidemiológica / Coordenadoria de controle de doenças / Secretaria do Estado de Saúde -SP. Informe Técnico – 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 23 de abril a 1 de junho de 2018 – Dia “D” 12 de maio. 27 de abril de 2018. [acesso em 18 de maio de 2018]. Disponível em http://www.saude.sp.gov.br/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica-prof.-alexandre-vranjac/homepage/destaques/informe-tecnico-20-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-a-influenza.
  3. Forleo-Neto E, Halker E, Santos V J, Paiva T M, Toniolo-Neto J. Influenza. Rev. Soc. Bras. Med. Trop.  [Internet]. 2003  Apr;  36( 2 ): 267-274. [acesso em 18 de maio de 2018]. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0037-86822003000200011&lng=en.  http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822003000200011.
  4. World Health Organization. Recommended composition of influenza virus vaccines for use in the 2018 southern hemisphere influenza season. 28 de setembro de 2017. [acesso em 18 de maio de 2018]. Disponível em http://www.who.int/influenza/vaccines/virus/recommendations/201709_recommendation.pdf?ua=1.

 

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Alerta: crianças com alergia a leite não devem tomar a vacina tríplice viral

Por Daniela Fernandes Silva

Fonte: MS - adaptado

Fonte: MS – adaptado

O Ministério da Saúde informou em nota que crianças alérgicas ao leite de vaca não devem receber a vacina tríplice viral que imuniza contra sarampo, rubéola e caxumba, fabricada pelo laboratório Serum Institute of India Ltd e que está sendo distribuída nos postos de saúde. A vacina possui uma proteína derivada do leite, a lactoalbumina hidrolisada, e ao ser administrada em crianças alérgicas ao leite de vaca pode causar reações graves, como: urticária generalizada (elevadas placas avermelhadas na pele que causam coceira), dificuldade respiratória, edema (inchaço) de lábios e face.

Ainda, segundo o Ministério da Saúde, a vacinação dessas crianças ocorrerá em data posterior ainda não definida. Para as demais crianças, a campanha de vacinação ocorre normalmente e é muito importante que essas sejam vacinadas para que o sarampo continue erradicado no país.

Para saber mais, acesse:

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/15651-orientacao-a-vacinacao-de-criancas-com-alergia-a-lactose

http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/6672-vacina-contra-sarampo-nao-e-indicada-para-criancas-com-alergia-ao-leite